Homoparentalidade
Depois de ler este artigo: Lésbicas contornam a lei e inseminam-se artificialmente em casa, presente no Diário de Notícias, revolto-me contra o Pedropsiquiatra Emílio Salgueiro que afirma que "a homoparentalidade pode trazer problemas complexos ao desenvolvimento da criança, nomeadamente no que diz respeito à aquisição de identidade de género.", para este ignóbil "uma criança filha de um casal homossexual não será obrigatoriamente homossexual mas a probabilidade aumenta muito".
Ora então deixem-me esclarecer a situação. Sendo a criança criada em sociedade, ela não só terá a referência dos pais ou das mães, como também terá de amigos, familiares, conhecidos. Logo a sua identidade de género não está, de forma alguma, comprometida. Senão o mesmo deveria de ser dito de crianças orfãs de um pai ou de uma mãe, por exemplo. Não é dito porque é um absurdo completo.
E NÃO, dr. Salgado, os homossexuais não lidam estritamente só com outros homossexuais e não dr. Salgado, os filhos de homossexuais não têm mais probabilidade de serem homossexuais também. Têm, isso sim, mais compreensão e tolerância. Assumirão serem o que realmente são, sem medos nem preconceitos, em vez de esconder a sua sexualidade de pais repressores. Serão o futuro de um Portugal livre de preconceitos e mais justo.
Sem paciência para pseudo-doutores sem cientificidade nem inteligência,
Ana Carina Motta, estudante de Sociologia pelo ISCTE
Ora então deixem-me esclarecer a situação. Sendo a criança criada em sociedade, ela não só terá a referência dos pais ou das mães, como também terá de amigos, familiares, conhecidos. Logo a sua identidade de género não está, de forma alguma, comprometida. Senão o mesmo deveria de ser dito de crianças orfãs de um pai ou de uma mãe, por exemplo. Não é dito porque é um absurdo completo.
E NÃO, dr. Salgado, os homossexuais não lidam estritamente só com outros homossexuais e não dr. Salgado, os filhos de homossexuais não têm mais probabilidade de serem homossexuais também. Têm, isso sim, mais compreensão e tolerância. Assumirão serem o que realmente são, sem medos nem preconceitos, em vez de esconder a sua sexualidade de pais repressores. Serão o futuro de um Portugal livre de preconceitos e mais justo.
Sem paciência para pseudo-doutores sem cientificidade nem inteligência,
Ana Carina Motta, estudante de Sociologia pelo ISCTE
6 Comments:
Li o artigo e epah.. K ESTUPIDEZ! Eu nao vejo nada de mal em ser educado por duas pessoas do mesmo sexo, será que ele diz "problemas de identificação de género" pk o puto é capaz de brincar com bonecas em vez de carrinhos? isso é monstruosamente preconceituoso.. eu tenho pais heterossexuais e em pequena preferia carrinhos, e ainda tentei o mal sucedido evento de fazer xixi em pé, no entanto nao tenho qualquer dúvida relativamente à mh identidade como mulher.
e concordo perfeitamente ctg, ng vive ali n1 bolha k n se dá c mais ng...é obvio k as crianças terão o contacto normalissimo com toda a gente e mais alguma... HURRAY PARA PORTUGAL! HURRAY PARA O CATALOCISMO k continua a manter as nossas mentes mais fechadas que 1 concha de 1 ostra!
Se fosse como ele pensa, não haveria homossexuais porque, e utilizando o princípio histórico e tradicional, qualquer pessoa é filha de casais heterossexuais.
de facto, apesar de haver alguma evidencia de eventuais factores genéticos, os factores hormonais durante a gravidez terão mais influencia nessa identidade de género que os genéticos, e os ambientais tem importancia assegurada.
numa sociedade cada vez mais em mudança, em que o normal quase é a criança viver com um dos pais porque estão separados, não me parece que haja problçema em serem educados por casais homossexuais, que tem uma relação tão equilibrada como heterossexuais...
fosse a sociedade amis tolerante, e não haveria estigma nenhum em ser-se homossexual, ou em constituir familia dessa forma.
Utilizar a questão das mães solteiras para atacar os homosexuais é estúpido. Obviamente que não é por aí que o gato vai às filhozes.
Mas pergunto-me, isso sim, se uma mulher terá o direito moral de deliberadamente planear desde o início ter um filho e criá-lo sozinha, sabendo que a ausência dum pai o vai certamente marcar e magoar para o resto da vida. Uma pessoa com vocação para a maternidade antes de mais nada sacrifica-se pela felicidade do seu filho. Uma mulher que antes de mais nada quer ser mãe, mesmo que à custa da felicidade do mesmo, será que se pode dizer que tem vocação maternal?
Não penso que a questão deva ser posta dessa forma. O que é a familia? Do ponto de vista sociológico a familia constitui-se por um grupo de pessoas unido por um laço afectivo. A "familia" é uma instituição social e há prespectivas sociológicas que apontam a familia como a unidade básica da sociedade. Ao longo dos vários estudos que têm sido apresentados, uma conclusão parece ser unânime - a sua tripla capacidade: resistência, adaptação e criatividade.
E é exactamente nesta triologia que nos devemos focar, Mariana. A unidade nuclear que é a familia... resiste ao tempo, é uma instituição social. Mas é mutável! As sociedades adaptam-se às necessidades da existencia de novas realidades. Uma mãe e um filho sozinhos nao são menos familia do que um pai e uma mãe e um par de filhos. E aqui ainda entra outro factor: como se educam as crianças. Temos duas vias... a via que discrimina as as mães ou os pais solteiros e os seus filhos, ou os pais homossexuais e os seus filhos por considerarem só haver um modelo ideal-tipico de família: um pai trabalhador, uma mãe dona de casa e um casalinho de filhos. Hoje em dia este tipo de familia é raro. E irá ser cada vez mais escasso. Ou a via do ensino da tolerância por raças, credos, sexualidades e VIDAS.
TU podes escolher o teu caminho e o caminho dos teus filhos... =) e também podes espalhar a palavra de tolerância. ;)
Acredita que não podia concordar mais contigo -- dizer que, por exemplo, uma mulher só e seu filho não são uma verdadeira família, ou que são menos dignos desse epíteto do que um casal com família alargada é um insulto gratuito; é como dizer que um homosexual não é um homem a "sério," daquelas coisas que se dizem só para ofender.
E acho que uma mulher que sozinha consegue criar e sustentar e educar bem um filho, e fazer dele uma pessoa que, apesar de todos os pesares (incluindo o grande pesar de não ter um pai) é essencialmente uma pessoa feliz e equilibrada -- uma mulher dessas merecia uma medalha bem mais do que muitos outros que vemos por aí a recebê-las, nem se percebe às vezes bem porquê.
O que eu critico é puramente quando uma mulher planeia, de propósito e desde o início a sua gravidez para vir a ser mãe solteira, privando deliberadamente o seu futuro filho de vir a ter um pai, não porque se viu confrontada com essa situação independentemente da sua vontade, mas porque essa é a sua vontade. É isso que eu considero moralmente indefensável.
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