Questões sobre o aborto ou o aborto em questões
Não é meu dever reiterar neste blog a minha posição neste referendo. Pretendo sim, levantar questões, questões que surgiram em conversa com outros sociólogos (principalmente um com interesses em epistomologia) e questões que surgiram enquanto li argumentos do sim e do não na revista IMPROP da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Ora a minha primeira questão a debater terá de ser a eterna discussão filosófica do SER. Quando começamos a ser? O que significa Ser ou ainda melhor, o que significa ser um Ser? Qual é a barreira, se é que existe, entre um aglomerado de células e uma vida efectiva? Atrelada a estas questões vem outra - esse Ser, se o é, ou se não o for.... tem essência (no sentido filosófico do termo)?
A minha segunda questão prende-se com a dualidade público/privado. Até onde tem o governo poder para invadir a vida privada e regulamentá-la? Que direito têm "os outros" de decidir sobre o corpo de uma mulher e das suas decisões?
A minha terceira questão tem que ver com a origem do sim e do não. Há quem diga que o sim é científico e o não é teológico. Se assim o é, e se realmente vivemos num estado laico, então porquê o referendo?
A partir daqui limito-me a dissertar.... Que deontologia profissional reclama o Movimento Médico pelo Sim? Por outro lado, é legitimo dizer não ao aborto e continuar com um problema de saúde pública? E os mercados paralelos?
O não diz que a legalização do aborto traria mercados paralelos. mas, se posso expressar a minha opinião independentemente do que irei votar no referendo, manter o aborto ilegal é que cria mercados paralelos, ter médicos, enfermeiros, curandeiros etc a levar mais de 250, 300 euros (pelo que ouvi) por um aborto sem condições cria mercados e fluxos de dinheiro paralelos. Isto, é claro, independentemente do que votarei....
O importante é pensar! Pensem e votem em consciência.
Ana
Ora a minha primeira questão a debater terá de ser a eterna discussão filosófica do SER. Quando começamos a ser? O que significa Ser ou ainda melhor, o que significa ser um Ser? Qual é a barreira, se é que existe, entre um aglomerado de células e uma vida efectiva? Atrelada a estas questões vem outra - esse Ser, se o é, ou se não o for.... tem essência (no sentido filosófico do termo)?
A minha segunda questão prende-se com a dualidade público/privado. Até onde tem o governo poder para invadir a vida privada e regulamentá-la? Que direito têm "os outros" de decidir sobre o corpo de uma mulher e das suas decisões?
A minha terceira questão tem que ver com a origem do sim e do não. Há quem diga que o sim é científico e o não é teológico. Se assim o é, e se realmente vivemos num estado laico, então porquê o referendo?
A partir daqui limito-me a dissertar.... Que deontologia profissional reclama o Movimento Médico pelo Sim? Por outro lado, é legitimo dizer não ao aborto e continuar com um problema de saúde pública? E os mercados paralelos?
O não diz que a legalização do aborto traria mercados paralelos. mas, se posso expressar a minha opinião independentemente do que irei votar no referendo, manter o aborto ilegal é que cria mercados paralelos, ter médicos, enfermeiros, curandeiros etc a levar mais de 250, 300 euros (pelo que ouvi) por um aborto sem condições cria mercados e fluxos de dinheiro paralelos. Isto, é claro, independentemente do que votarei....
O importante é pensar! Pensem e votem em consciência.
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Sim.Sem pensar duas vezes.Sim.
Abortos com agulhas de crochet e musicas altas é que não...
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