Sociologia & Política

"We don't need no thought control" Pink Floyd

Wednesday, January 31, 2007

A Pergunta e a Lei do ABORTO

Olá meus caros.

Não, não estou obcecada com este tema, mas é do mais profundo interesse nacional discutir-se abertamente sobre este tema, o que até agora não tem sido feito nem pelo SIM (que se esconde por detrás da palavra falsa que é a despenalização) nem pelo NÃO (que dá golpes baixos como cartas fictícias de bebés que não chegaram a nascer às suas mães assassinas).

Ora antes demais...volto à questão despenalização/liberalização. Despenalizar, já disse, não pressupõe a liberalização. Para termos uma perfeita noção do que o Marcelo quer dizer quando afirma isto, nada melhor do que referir as palavras usadas por Ricardo Araújo no Diz que é uma espécie de Magazine da semana passada: Pode-se fazer mas é proibido e não aconteceria nada a quem abortasse. Despenalizar seria isto. Mas isto é altamente incoerente, LOGO, a pergunta está mal formulada na medida que não é isso que vai ser aprovado no caso do sim ganhar. A lei por si obriga à liberalização, ou doutra forma teriamos uma lei que favorecia o mercado paralelo: impensável. Portanto, a lei da liberalização, no caso de ir para a frente faz com que as mulheres não só possam abortar até às 10 semanas, como tem de oferecer plataformas governamentais para que isso aconteça. Ao fazer isto, o governo está apenas a regulamentar o que nunca deixaria de acontecer; com a benesse de, no final disto tudo, ainda lucrar com os abortos, que passam a estar legalizados, em plataformas de saúde devidamente autorizadas. Um gasto... que há-de ser lucrativo (taxas).

Votem em Consciência!

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