Conversas interessantes (1)
Acabei de vir de um jantar, na casa de uma amiga psicóloga. Em conversa, falei-lhe de uma morte, de uma pessoa que me era especial, e do difícil que era esquecer, não ficar sobressaltada, não ter medo. Contei-lhe que, na tarde do mesmo dia do falecimento, pedi ao meu namorado que jurasse que nunca me faria igual, que nunca morreria, que nunca me deixaria assim. Em conversa, vi quão grande é a minha certeza - talvez pela minha crença de que não há nada para além da morte, de que o meu namorado nunca me deixaria por qualquer outra razão, de que só a morte nos poderia separar... Não sabia que tinha tantas certezas... certezas que se mostram nos mais irreflectidos actos de desespero. A vida, torna-se um bem precioso quando se ama.



1 Comments:
Já há muitos anos que não tenho certeza de absolutamente nada... os meus pais separaram-se há 16 ou 17 anos, a minha avó morreu "sem aviso" há 9 anos... logo aí uma pessoa deixa de acreditar em absolutos.. Tu tens sorte de ainda teres a capacidade de teres certezas.
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