Sociologia & Política

"We don't need no thought control" Pink Floyd

Friday, January 13, 2006

Presidenciais (1)

Muitas vezes, nós jovens (e não só!), somos confrontados com certas perguntas como: «para que serve um presidente da república?» ou... «o que faz aquele homem que nós elegemos como figura da nossa nação?». Bem, para todos os que não fazem ideia, os abstencionistas, os indecisos, para os de esquerda, direita e centro (seja isso o que for)... aqui vai:

"O termo primeiro que constitui a noção de liberdade é a ausência de arbítrio. Quando o poder só é exercido de acordo com as leis, os indivíduos estão em segurança. Mas é preciso desconfiar dos homens, e não sendo nenhum indivíduo suficientemente virtuoso para suportar o poder absoluto sem se deixar corromper, não deve ser dado o poder absoluto a ninguém. É necessário pois, como disse Montesquieu, que o poder trave o poder, que haja uma pluralidade de centros de decisão, de orgãos políticos e administrativos, equilibrando-se uns aos outros. E uma vez que todos os homens participam do soberano, é necessário que aqueles que exercem o poder sejam, de certo modo, os representantes ou os delegados dos governados. Por outras palavras, é necessário que o povo, tanto quanto isso seja materialmente possível, se governe a si próprio. "

excerto retirado de: Aron, Raymond 2004, As Etapas do Pensamento Sociológico, 4ª ed., Lisboa, Publicações Dom Quixote, pp. 223 - Alexis de Toqueville.

Ora o que quer isto dizer? Numa breve análise que vos faço, o P.R. serve para assegurar aos seus concidadãos, que as leis são cumpridas para que seja preservada a liberdade, condição primordial da democracia. Serve então, como contrapeso do poder do governo. Evita que o governo abuse da sua detenção de poder. No entanto os poderes do P.R. são limitados: o governo governa, o P.R. aconselha, guia, puxa as orelhas e destitui o governo. No fundo, o P.R. é como um pai, que tenta controlar a situação, faz prevalecer as leis e direitos na constituição, mas no fundo, são os filhos que se têm de guiar pelas leis na sua própria condição de liberdade condicionada.

2 Comments:

Anonymous Anonymous said...

*clap clap clap* *standing ovation*
concordo perfeitamente (e isto nao é algo que ouves ou ouvirás com muita frequencia, pelo menos no campo político)

1/26/2006 9:22 pm  
Blogger Ikkuna said...

HAHHAHA! LINDOOOOOOOOOOOOOOO!! YAYYYYY!

1/30/2006 11:21 am  

Post a Comment

<< Home